"Esforça-te como se nunca tivesses ganho,
actua como se nunca tivesses perdido!"

9 conselhos sobre finanças pessoais

A co­nhe­cida pe­rita em fi­nanças Far­noosh To­rabi dá-lhe os me­lhores 9 con­se­lhos sobre fi­nanças que aprendeu ao longo da sua car­reira.Es­crevo sobre di­nheiro há 15 anos – se­guem-se os nove me­lhores con­se­lhos sobre fi­nanças que posso dar. Quando o meu pai me in­cen­tivou a es­tudar Fi­nanças na fa­cul­dade (pois apa­ren­te­mente ofe­recia o me­lhor re­torno sobre o in­ves­ti­mento) eu não fazia ideia do quão longe esse ca­minho me le­varia. Não acabei a tra­ba­lhar atrás de uma se­cre­tária ou a gerir port­fo­lios – na ver­dade, a minha car­reira como jor­na­lista fi­nan­ceira e agora ora­dora, au­tora e apre­sen­ta­dora de pod­casts tem-me ofe­re­cido as mais in­crí­veis ex­pe­ri­ên­cias e re­la­ções.
Ao longo do ca­minho de­parei-me com di­versas pa­la­vras de sa­be­doria e fatos ina­ba­lá­veis que me aju­daram a con­duzir a vida com su­cesso fi­nan­ceiro. Se­guem-se as mi­nhas nove pre­fe­ridas. Peça aquilo que pre­tende.

1. Você não obtém o que merece – você obtém aquilo que negoceia

Penso nestas pa­la­vras de cada vez que me es­forço para ga­nhar e poupar mais. Cos­tumo contar uma his­tória sobre a du­pli­cação do meu sa­lário quando mudei de em­prego em 2006. Eu es­tava pronta para o papel de cor­res­pon­dente de vídeo sé­nior na TheStreet.com.Na­quela al­tura re­cebia cerca de 45.000 dó­lares en­quanto pro­du­tora, e por vezes re­pórter de câ­mara, num no­ti­ciário te­le­vi­sivo. Por in­crível que possa soar pedi que o meu sa­lário fosse du­pli­cado aquando da nova opor­tu­ni­dade de tra­balho – pedi 100.000 dó­lares.O meu gestor ofe­receu-me 85.000 dó­lares (o que teria sido um au­mento in­crível!) mas eu res­pondi “Que tal con­cor­damos nos 90.000 já para eu não voltar a in­co­modá-lo dentro de seis meses?” Qual a coisa que ouvi a se­guir? “Temos acordo, bem vinda ao TheS­treet!”

2. Cabe-lhe a si ver o todo

Você é res­pon­sável pelo seu fu­turo. Nin­guém se pre­o­cupa tanto com o seu di­nheiro como você. Nem o seu gestor fi­nan­ceiro nem a sua fa­mília – e não é por o mundo estar contra si ou por al­guém lhe querer mal. É pelo sim­ples facto de o di­nheiro ser pes­soal. O nível de dor e emoção ao redor do seu di­nheiro é seu e so­mente seu. A di­fe­rença entre fazer e perder di­nheiro está nas suas mãos. Isso en­co­raja-me a falar, fazer per­guntas, ne­go­ciar e tomar passos res­pon­sá­veis para pro­teger e fazer crescer o meu di­nheiro – que é re­sul­tado de suor.

3. Faça perguntas – mesmo as mais tontas

Nin­guém es­pera que você tenha todas as res­postas. Aprendi com Tony Rob­bins, es­tra­tega de ne­gó­cios e de vida, uma chave vital para o su­cesso: manter-me cu­rioso. Rob­bins disse-me: en­care o facto de que você não sabe tudo e pro­cure sempre res­postas. Mesmo de­pois de me cercar de in­di­ví­duos ta­len­tosos e in­te­li­gentes que me aju­daram com de­ci­sões re­la­ci­o­nadas com os meus in­ves­ti­mentos, taxas e imo­bi­liário nunca confio que os mesmos te­nham sempre as res­postas cor­retas. Na ver­dade, a sua ca­pa­ci­dade para me dar bons con­se­lhos de­pende do facto de eu per­guntar, cons­tan­te­mente, “Porque é que isto é assim?” “Porque não po­demos fazer aquilo?” e “Há al­guma forma de po­dermos eco­no­mizar mais di­nheiro?”

4. Trate das coisas chatas em primeiro lugar

O meu ma­rido e eu ga­ran­timos que com cada sa­lário res­pon­demos às obri­ga­ções bá­sicas em pri­meiro lugar. Tratam-se de ques­tões não ne­ces­sa­ri­a­mente di­ver­tidas ou sexy – mas se não co­brir essas des­pesas bá­sicas em pri­meiro lugar não pode con­ti­nuar a gastar no que quiser li­vre­mente. Na ver­dade, ao cui­darmos da nossa re­forma, de pou­panças para dias mais com­pli­cados, do fundo para a fa­cul­dade, de se­guros e contas no início do mês sa­bemos que o di­nheiro que sobra nas nossas contas é o di­nheiro da “di­versão” e es­tamos li­vres – e em paz de es­pí­rito – para o gas­tarmos em con­for­mi­dade.

5. Você não tem de fazer tudo sozinho

Faça aquilo que mais lhe in­te­ressa – e con­trate in­di­ví­duos para fa­zerem o resto. “É quase im­pos­sível en­con­trar al­guém que tenha feito mi­lhões de dó­lares e que não de­legue pelo menos uma mão cheia de coisas que con­somem tempo.” Não é sur­presa que Tim Fer­riss, autor de “4 Horas por Se­mana”, best-seller nº1 do New York Times, o tenha par­ti­lhado co­migo no meu pro­grama. Sempre fui um de­fensor da con­tra­tação de ser­viços de la­van­daria e lim­peza de casas de banho – mas Tim co­loca-o numa nova pers­pe­tiva para mim: por forma a ser fi­nan­cei­ra­mente bem su­ce­dido você de­verá manter-se fo­cado e de­verá gastar o tempo e di­nheiro de forma sig­ni­fi­ca­tiva. No meu úl­timo livro “When She Makes More” (Quando ela ganha mais) de­dico um ca­pí­tulo in­teiro ao out­sour­cing pois, por in­crível que pa­reça, as mu­lheres com or­de­nados mais ele­vados fazem mais ta­refas do­més­ticas do que as mu­lheres que ga­nham tanto ou menos que os seus côn­juges.

6. O mundo precisa de mais mulheres que ganhem mais

Nunca pensei em mim como al­guém “des­ti­nada” a ser rica ou mesmo digna de ser super-rica. Mas por que di­abos não? Como mu­lher vejo-o agora como minha res­pon­sa­bi­li­dade ga­nhar o má­ximo que con­se­guir e ser líder em termos de fi­nanças – não só na forma como giro o meu di­nheiro mas também como o ganho. O mundo pre­cisa de mais mu­lheres lí­deres em Fi­nanças. Ponto final. Quantas mais mu­lheres se en­vol­verem nessa cru­zada me­lhor será o mundo que temos. Como Bar­bara Stanny, au­tora de best­sel­lers, amiga e men­tora fi­nan­ceira disse no meu pod­cast: “Para as mu­lheres, o su­cesso fi­nan­ceiro é uma jor­nada es­pi­ri­tual… Um rito de pas­sagem para o nosso poder.” Con­ti­nuou, acres­cen­tando que as mu­lheres exercem poder ao cons­truir re­la­ções – o oposto a ga­nhar poder sobre pes­soas e coisas.“O ver­da­deiro ob­je­tivo passa por ajudar os ou­tros.” – Afirmou. E foi um ver­da­deiro mo­mento chave para mim. En­quanto que antes eu via li­mites à minha ri­queza, pois mais di­nheiro não me iria fazer mais feliz, agora vejo-a como ili­mi­tada. Agora en­caro o fazer mais di­nheiro como meu dever e a minha parte em ajudar ou ins­pirar ou­tros, que têm menos, a fazer o mesmo.

7. Nenhum trabalho está garantido para sempre

Não existe tal coisa como a se­gu­rança no em­prego. Diz a ra­pa­riga que foi des­pe­dida em 2009. A me­lhor se­gu­rança em termos de em­prego passa por tra­ba­lhar para si pró­prio. Mas tal não sig­ni­fica que seja mais fácil ter su­cesso como em­pre­en­dedor do que como em­pre­gado. É mais fácil ser-se com­pla­cente na me­dida em que é apenas res­pon­sável pe­rante si pró­prio. Você pre­cisa de se manter cu­rioso e mo­ti­vado en­quanto seu pró­prio chefe. Foi por isso que es­crevi múl­ti­plos li­vros, con­duzi pro­gramas de te­le­visão, co­mecei um pod­cast e mais re­cen­te­mente lancei uma em­presa de co­a­ching pri­vado. Estou sempre à pro­cura de formas para crescer e quando as coisas co­meçam a tornar-se de­ma­siado fá­ceis é quando sei que pre­ciso de co­meçar a ex­pe­ri­mentar no­va­mente, ficar des­con­for­tável e as­sumir novos riscos. É a me­lhor forma de ga­rantir que se mantém um em­prego re­mu­ne­rado.

8. Você não tem de ser rico para investir mas precisa de investir para ser rico

Os juros com­postos são magia ma­te­má­tica. Al­bert Eins­tein chamou-lhe a oi­tava ma­ra­vilha do mundo por um bom mo­tivo. Uti­lize-a ou perca-a. In­vestir é algo sobre o qual os meus con­vi­dados no So Money cos­tumam dizer que gos­tavam de saber mais. Cos­tumam par­ti­lhar que gos­tavam de ter co­me­çado a in­vestir mais cedo, sem terem caído no erro de achar ser ne­ces­sário muito di­nheiro para in­vestir. Você pode co­meçar com pouco. Mesmo com as os­ci­la­ções vo­lá­teis do mer­cado é mais pro­vei­toso in­vestir quando você é novo e para o longo curso do que deixar o di­nheiro pa­rado numa conta pou­pança.

9. Se você tem uma ideia dê-lhe uma hipótese

Se você a cons­truir, po­derá chegar a bom porto. Nin­guém queria pro­duzir o meu pe­queno pro­grama de en­tre­vistas sobre di­nheiro a pes­soas fa­mosas e bem su­ce­didas. Assim sendo, com­prei um mi­cro­fone, re­gistei-me no Skype e lancei o So Money a partir do meu apar­ta­mento em Bro­o­klyn. Desde o lan­ça­mento, há nove meses, o pro­grama já su­perou um mi­lhão de down­loads. Foi pre­miado como o me­lhor pod­cast sobre fi­nanças de 2015. Foi des­crito como “o me­lhor pod­cast para de­sen­volver o seu ne­gócio” pela Inc Ma­ga­zine. Tem sido des­ta­cado em inú­meras pu­bli­ca­ções, da Money à Forbes. E, mais re­cen­te­mente, es­ta­be­leci uma par­ceria com a AdLarge, a re­pre­sen­tante in­de­pen­dente de vendas de anún­cios áudio com mais rá­pido cres­ci­mento no país, para o for­ne­ci­mento de con­teúdos mó­veis, di­gi­tais e de rádio. O pro­grama está fi­nal­mente a ca­minho de se tornar ren­tável.

2016-12-27T23:09:13+00:00 Janeiro 21st, 2016|
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