"Esforça-te como se nunca tivesses ganho,
actua como se nunca tivesses perdido!"

13 maus hábitos que o impedem de ser produtivo

Para ser mais pro­du­tivo não tem de passar a fazer nada de novo. Basta deixar de fazer o que está a fazer mal. Ser-se mais pro­du­tivo está re­la­ci­o­nado com ser-se mais in­te­li­gente na forma de se tra­ba­lhar e não com o tra­ba­lhar ar­du­a­mente. Em­bora não seja uma proeza fácil, é pos­sível con­se­guir se fazer mais em menos tempo se não se es­tiver a sa­botar a si mesmo com maus há­bitos. Aqui ficam 13 coisas que deve parar ime­di­a­ta­mente de fazer para se tornar mais pro­du­tivo.
1. Impulso de navegar na web

Uma vez que a mai­oria de nós tem acesso à in­ternet no tra­balho, é fácil dis­trair-mo-nos a pro­curar uma coisa qual­quer que de re­pente nos lem­brámos. É por isso que o uti­li­zador do Quora Su­resh Rathinam re­co­menda o apon­ta­mento desses pen­sa­mentos ou per­guntas num bloco de notas. Assim, pode pro­curar a in­for­mação que pre­tende mais tarde, numa al­tura em que não es­teja a tentar dar conta do tra­balho.

2. ‘Multitasking’

Em­bora muitas pes­soas pensem que con­se­guem fazer duas coisas ao mesmo tempo, vá­rias in­ves­ti­ga­ções ci­en­tí­ficas mos­traram que apenas 2% da po­pu­lação é que con­segue fazer vá­rias ta­refas em si­mul­tâneo de forma eficaz. Para os res­tantes, o ‘mul­ti­tas­king’ é um mau há­bito que di­minui a nossa ca­pa­ci­dade de con­cen­tração e torna-nos menos pro­du­tivos a longo prazo.

3. Ir verificando o email ao longo do dia

O acesso cons­tante à in­ternet também pode tentar as pes­soas a ve­ri­ficar cons­tan­te­mente o email ao longo do dia. In­fe­liz­mente, sempre que o faz perde até 25 mi­nutos de tempo la­boral. Além disso, ir cons­tan­te­mente ve­ri­ficar o email torna-o mais es­tú­pido. O con­sultor de es­tra­tégia Ron Fri­edman su­gere antes que saia do Ou­tlook, feche os se­pa­ra­dores de email e que des­ligue o te­le­móvel por ses­sões de 30 mi­nutos quando se imerge em tra­balho.

4. ‘Moral licensing’

Seja uma dieta nova, uma nova ro­tina de treino, ou um ho­rário de tra­balho, uma das coisas que mais di­fi­cultam formar um novo há­bito é a ânsia de se en­ganar a si pró­prio com uma re­com­pensa por se con­cen­trar numa ro­tina du­rante muito tempo. Esta ideia de que “me­re­cemos” gastar di­nheiro numa re­feição ca­pri­chosa após uma longa se­mana pro­du­tiva chama-se “li­cença moral” (do in­glês ‘moral li­cen­sing’) e abala o plano de muitas pes­soas de se me­lho­rarem. Tente antes tornar o seu ob­je­tivo uma parte da sua iden­ti­dade, ou seja, pensar que é um tipo de pessoa que poupa di­nheiro ou treina re­gu­lar­mente em vez de pensar ser al­guém que está a fazer algo contra a sua von­tade para fazer algo novo.

5. Deixar o trabalho mais importante para o final do dia

É fre­quente as pes­soas co­me­çarem o dia a fazer ta­refas fá­ceis para irem avan­çando as coisas e dei­xarem o tra­balho mais di­fícil para mais tarde. Isto não é mesmo nada boa ideia e que leva cons­tan­te­mente a que o tra­balho mais im­por­tante nunca venha a ser feito. Tal como muitos in­ves­ti­ga­dores com­pro­varam, as pes­soas têm uma von­tade li­mi­tada que vai di­mi­nuindo ao longo do dia. Por isso, é me­lhor re­a­lizar as ta­refas mais di­fí­ceis e im­por­tantes no início do dia.

6. Ter muitas reuniões

Nada con­segue in­ter­romper tanto a fluidez da pro­du­ti­vi­dade como uma reu­nião des­ne­ces­sária. E com tantas fer­ra­mentas à mão como o email, ins­tant mes­senger e vi­de­o­cha­mada, é me­lhor deixar as reu­niões para apre­sen­ta­ções e dis­cus­sões im­por­tantes que têm mesmo de ser feitas em pessoa. O fun­dador da Blu­e­Grace Lo­gis­tics Bobby Harris re­co­menda que as pes­soas não aceitem ir a reu­niões a não ser que a pessoa que a tenha mar­cado tenha pu­bli­cado um ho­rário certo e re­fe­rido es­pe­ci­fi­ca­mente quanto tempo a reu­nião vai durar. E mesmo assim, Harris re­co­menda dar à pessoa me­tade do tempo que pe­diram ini­ci­al­mente.

7. Ficar sentado o dia todo

Ni­lofer Mer­chant, uma con­sul­tora de em­presas e au­tora do livro “A Nova Forma De Fazer. Cri­ando So­lu­ções Em­pre­sa­riais Através Da Es­tra­tégia Co­la­bo­ra­tiva” par­ti­lhou com as au­di­ên­cias TED a forma como ajudou vá­rias grandes em­presas a de­sen­volver novas ideias de su­cesso: através de reu­niões em pas­seio.Mer­chant re­co­menda que se dis­pense as reu­niões em cafés ou salas de con­fe­rência com luzes flu­o­res­centes e se passe antes a fazê-las em pas­seios de 30 a 50 km por se­mana. “Vão ficar sur­pre­en­didos pela forma como o ar fresco po­tencia “pen­sa­mentos frescos”, vão ver que trarão novas ideias para as vossas vidas”, afirma ela.

8. Acionar o botão ‘snooze’

Aci­onar esse botão logo de manhã pode dar-lhe a sen­sação de ga­nhar mais tempo para dormir antes de co­meçar o dia, mas a re­a­li­dade é que esse botão pode estar a fazer-lhe mais mal do que pensa.Isto porque quando acorda, o seu sis­tema en­dó­crino co­meça a li­bertar hor­monas de pron­tidão para co­meçar o dia. Ao voltar a dormir está a abrandar este pro­cesso. Além disso, esses nove mi­nutos não dão ao seu corpo o sono re­pa­rador que pre­cisa.Isto não quer dizer que deve cortar no sono. Tal como re­fere Ari­anna Huf­fington no seu dis­curso TED, uma boa noite de sono tem o poder de au­mentar a pro­du­ti­vi­dade, a fe­li­ci­dade, a to­mada de de­ci­sões mais in­te­li­gente e des­blo­quear me­lhores ideias. O truque para con­se­guir mais tempo de sono é pla­near adi­an­ta­da­mente e co­meçar a acalmar a horas mais ra­zoá­veis.

9. Falha em estabelecer prioridades

Al­gumas pes­soas pensam que ter muitos ob­je­tivos é a me­lhor forma de ga­rantir su­cesso – se uma delas fa­lhar, pelo menos têm muitas ou­tras de re­serva. In­fe­liz­mente, este tipo de in­de­cisão pode ser ex­tre­ma­mente con­tra­pro­du­cente. Warren Buffet tem o an­ti­doto per­feito. Ao ver que o seu pi­loto pes­soal não es­tava a con­se­guir re­a­lizar os seus ob­je­tivos de vida, Buffet disse-lhe que fi­zesse uma lista de 25 coisas que ele gos­tasse de fazer antes de morrer. Mas em vez de tentar com­pletá-las uma a uma, Buffet acon­se­lhou-o a es­co­lher as cinco que ele achasse que eram as mais im­por­tantes e ig­norar o resto.

10. Planeamento exagerado

Muitas pes­soas am­bi­ci­osas e or­ga­ni­zadas tentam au­mentar a sua pro­du­ti­vi­dade fa­zendo um pla­ne­a­mento me­ti­cu­loso para cada hora do dia. In­fe­liz­mente, as coisas nem sempre correm como pla­ne­amos, e bastam coisas como um filho do­ente ou uma ta­refa ines­pe­rada para de­sor­ga­nizar o dia todo. Em vez de fazer um pla­ne­a­mento exaus­tivo, po­derá tentar pla­near apenas quatro ou cinco horas de tra­balho real todos os dias, para que possa ser mais fle­xível.

11. Pouco planeamento

Dito isto, deve de­dicar um tempo a pla­near antes de tentar cum­prir ob­je­tivos a longo prazo. Tentar chegar à fase final de um pro­jeto que ainda vai a meio pode ser muito frus­trante e uma grande perda de tempo. O orador de Har­vard Ro­bert Pozen re­co­menda que de­ter­mine pri­meiro como quer que seja o seu re­sul­tado final e traçar uma série de etapas para si. Assim que es­tiver a meio do pro­cesso, pode rever o seu tra­balho para se cer­ti­ficar de que está no bom ca­minho e ajustar-se ao plano se ne­ces­sário.

12. Ter o telemóvel perto da cama

Os ecrãs LED dos smartphones, ta­blets e pcs li­bertam aquilo a que se chama de luzes azuis, que vá­rios es­tudos já de­mons­traram que podem pro­vocar le­sões e su­primir a pro­dução de me­la­to­nina, uma hor­mona que ajuda a re­gular o ciclo do sono. A in­ves­ti­gação também su­gere que as pes­soas com baixos ní­veis de me­la­to­nina estão mais su­jeitos a so­frer de de­pressão.

13. Perfecionismo

A raiz da pro­cras­ti­nação é, mais ainda do que a pre­guiça, o medo de não fazer um bom tra­balho, afirma o fi­ló­sofo e autor bri­tâ­nico Alain de Botton no seu site The Book of Life. “Só co­me­çamos a tra­ba­lhar quando o medo de não fazer ab­so­lu­ta­mente nada ul­tra­passa o medo de não fazer algo muito bem… e isso pode de­morar algum tempo”, es­creve ele. A única forma de ul­tra­passar a pro­cras­ti­nação é aban­donar o per­fe­ci­o­nismo e não en­trar em pâ­nico por causa de por­me­nores à me­dida que vai avan­çando no tra­balho. Fingir que a ta­refa que tem para fazer não tem muita im­por­tância e que por isso não faz mal errar pode ajudá-lo a atirar-se ao tra­balho mais de­pressa.

2016-12-22T09:48:58+00:00 Janeiro 26th, 2016|
error: